Sou de 1990, nascido em maio. Windows, macOS e Linux, ao longo dos anos, estabeleceram um padrão. Trata-se aqui da pessoalidade; empresas e computação já eram realidades em países desenvolvidos.
Não era apegado aos videogames tradicionais. Quando adolescente, ganhei um computador e percebi a p0.n1gr@fia e jogos MMORPG, que me levaram a um ano imerso nesse universo. Descobri HTML e um site gratuito com templates customizáveis. Apaixonei-me por edição de vídeos e fotos. Ficava confuso com mecanismos de busca, sendo o Google o mais difícil de lembrar. Gostava do Cadê.
Em termos de percepção, havia muita euforia e picos de adrenalina quando éramos vistos ou ficávamos “famosos” por páginas criadas anonimamente no Orkut. Quando encontrávamos colegas, esses eram os assuntos que circulavam.
Bullying:
Sinto-me triste com meu “eu” criança e adolescente. Não estava sozinho, muitos também sofriam. Com o passar dos anos, afastei-me e aproximei-me daqueles que recebiam bullying. Fica a questão: São João d’Arc[^1] guerreava aos 17. Aos 17, tentava adquirir noção para controlar emoções e saber me comportar sem ofender, ser preconceituoso ou menosprezar ninguém. Sinto hoje sentimentos de solitude, como parte expressiva da população.
O Google era visto como uma ferramenta de pesquisa abrangente que, em minhas concepções, alcançava o universo. Até que a segmentação surgiu.
O Orkut deixou de ser atraente, e o Facebook virou case para as universidades: estratégias de aquisições, mudanças e melhorias frequentes ainda tornam a rede social ser o que é.
Saltando, pessoas com certo espectro de sociabilidade usam o WhatsApp com frequência. Os solitários, como eu, somos engolidos pelo social. As reações são diversas. Não me lembrava da última vez em que estive de chinelos caminhando pelas ruas à noite. Sinto saudade de andar alguns quarteirões sóbrio, varar a madrugada e coisas do gênero.
A internet congelou os tímidos ou, melhor dizendo, os solitários. Precisamos de uma dose do cheiro da madrugada.
Em 2015, eu usava o Tinder para conhecer pessoas; hoje, não sei mais quem é real ou IA. Esse dilema afeta até quem não tem transtornos. Com meu transtorno esquizoafetivo, nem consigo dar like.
- Fonte da qual compartilho o mesmo raciocínio lógico, médium Benjamin Teixeira de Aguiar: Site Maria Cristo

Nota do Autor:
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Escritor, desenhista, fotógrafo/ curtas-metragens amador e criador de conteúdo. Mantenho blogs em airfeliperp.medium.com (inglês) este em português, onde exploro saúde mental, arte e outras histórias curtas. IG @ airfeliperp / YT @ AirCurtas

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