Em São Paulo, capital, um adolescente de 15 anos andava nas nuvens após alguns goles de conhaque com mel. O ano era 2005, para uma pessoa viajante do tempo, acharia excêntrico o uso em massa entre adolescentes e pessoas mais abastadas no Messenger. Para o moleque bêbado na capital, cabeça fresca, não se importava com as coisas, bradou quando encontrou a Rua Augusta. Da última vez encontrou seu grande amor e não conseguia esquecê-la, mal sabia ele que nós, homens poetas ou poetas homens, nunca nos esquecemos de nenhum dos nossos amores ditos federais. Um bom boêmio, poeta pulsante no mundo das rimas fracas, fortes ou impactantes.
Eram aproximadas 04 horas da madrugada, havia pouquíssimas pessoas por perto e ele queria mais uma dose. Como diz o bom e saudoso Cazuza, mais uma dose, é claro que eu estou a fim, a noite nunca tem fim, porque a gente é assim. Parafraseando uma das centenas canções do raríssimo artista. Nós enquanto adolescentes somos chatos. Ouvi em um Podcast alguns comediantes chegando à conclusão de que adolescentes eram chatos na mesma proporção com nenhuma responsabilidade. E se você tem mais que 25 anos tem sérias inclinações para com essa afirmativa. A minha foi breve. Boa e breve. Forte, truculenta, perigosa e uma vontade enorme em fazer algo gigantesco, jamais visto e andando ao lado o pensamento de dormir mais algumas horas depois do almoço. Tento resumir em algo simples, mas foi marcante. Não foi em São Paulo Capital.
Alguém pergunta da plateia se me arrependia de algo?
Jesus Cristo de Nazaré, há dois mil anos, dizia: quem não tivesse pecado que atirasse a primeira pedra. Se não houvesse bebidas alcoólicas em quantidades absurdas, não me arrependeria. Sofro até hoje por algumas coisas feitas há 18 anos. Alguém poderia me dizer, isso é complexo de culpa, concordaria, se um dia eu conseguir a fórmula para esquecer contarei a vocês.
Como eu gostaria de ser o garoto em 2005 às 04 horas da madrugada, procurando mais um botequim. Muitos não entendem o que significa a palavra Boêmia ou mesmo diria que a idade do garoto com bebidas alcoólicas é de péssima escolher para quem o escreve. Infelizmente, leitor, concordo com a idade e vou além, 21 anos seria o mais prudente. Porém, amigo, não vou mentir, para a data 2005 gostaria sim de estar na pele do personagem que criei, não sou perfeito.


Deixe um comentário