Rotas da Vida: Acelerando e Retrocedendo

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Tem um clássico filme chamado De Volta Para o Futuro, nele há uma cena com uma caminhonete. Simplificando a cena sem spoiler, há duas rotas, uma motorista acelera o farol e a outra acelera a marcha ré. Há um brilhantismo nas duas cenas, sendo a primeira a tenacidade e virilidade em acelerar, sem saber se dará certo. Na segunda, a audácia em deixar o caminho e virar a vida em 180⁰. Igualmente, na reviravolta não saberá se dará certo.

Certas correntes de pensamento, dirigem-se como uma postura gerar efeitos negativos/ positivos. Creio em partes, obviamente um ex-fumante com 10 anos sem fumar, decide tragar um cigarro, no dia posterior, é bem provável que comprará um maço na tabacaria. Seria algo como o avião que arremeteu, uma vez tomado a atitude, decisão ou escolhas, uma sequência de acontecimentos está interligada. Penso em outro exemplo, um caminhão na ladeira, acaba o freio, os acontecimentos após isso são quase imperativos.

Se temos alguns anos de vida, pouco mais de 20, tenhamos algumas dessas situações delicadas ligadas a nós, ou não. Quando nos deparamos pensando nelas, nostalgia e o pensamento sobre outras linhas de destinos que poderiam ter sido tomadas. Pensamos tanto e ninguém decidirá por nós.

São tantas cenas que passam em minha imaginação que fico ansioso, imagens da minha memória enquanto vivo, as dicotomias em escolhas. Compartilharei uma em específico: era Sábado, tinha um evento na Paulista, como era feriado onde vivia, decidimos ir até à capital.

Na viagem de ida, a minha namorada, da época, e dois amigos estavam um pouco com baixo astral, fui mostrando para eles locais, os mesmos entediados. Quando em um repente encontramos mais dois amigos, época do colégio. Foi tudo sensacional. Eu tomei a atitude em ir com o carro, quanto nós influenciamos as vidas de pessoas e mal sabemos? Muitas coincidências, fazem pessoas surtarem ou desistirem e pegar rotas alternativas. Quão estúpidos e quantos erros cometemos até melhorar um pouquinho a cada dia, semana, mês e ano.

Estávamos na volta e eu oscilava rapidamente em tomar uma atitude sim/ não. Entre a decisão, prefiro deixar essa memória e tantas outras para intimidade.

O mais precioso desse contexto é nossa autoanálise. Constante e persistente. Através das memórias, podemos tomar rotas diferentes, abrir-se ao universo. O universo não pede nossas informações, vamos fluir e viver de forma mais espiritual, a qual não nega ajuda.

Imagem de Micha por Pixabay

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