Soneto — Laboral e Felicidade

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Calçou um sapato pesado para um trabalho leve.
Chegou em hora exata, como um bom britânico.
Calculou tempo de serviço e sonhos desejáveis.
Sabido era voltar para casa, decidiu rota longa.

Na casa gostava tanto de tudo que fungava.
Fungar não era tique, era aspecto viril à tona.
Ajoelhava-se bem próximo da esposa e filhas.
No banho agradecia muito a D’us, pois, vivia.

A oficina mecânica dele, não estava saudável financeiramente,
seu sócio já estava no seu pé e ele teria que correr ao banco.
Não era hábito, odiava pedir empréstimos, no aperto, pedia.

Comprou a parte de seu sócio, a oficina 100% dele.
Dormia mais tranquilo e sem idas ao banco, feliz estava.
O sonho dele estava equilibrado, não desistiria fácil.

Imagem de Tuna Ölger por Pixabay

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