Despertar inesperado: a jornada de Ruan

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Alerta: o texto abaixo fala sobre medicina, consulte seu(a) médico(a) para um atendimento esclarecedor. O conto abaixo é uma ficção, não retrata a realidade e se houver semelhança é coincidência. Sobre suicídio, tema sensível para +18, entre em contato com CVV canais disponíveis ao fim do texto.

Ruan, aos 16 anos foi contratado por uma rede de supermercados conhecida. Ele morava em Franco da Rocha, o trabalho era na Vila Madalena. Sua tia vivia em Sapopemba, que era próximo, levava 40 minutos até a oportunidade de serviço. Seus pais aceitaram, pois, o menino tem muito talento com números e uma administração latente em seu instinto. Sabia administrar os piores problemas. Mudou-se na casa da tia e começou o trabalho. Conseguiu transferência escolar de maneira rápida, motivos laborais agilizavam o processo. Acordou cedo, quase 4 horas da madrugada e não conseguiu mais dormir. Ele se aprontou e foi, sua tia percebeu que o menino estava diferente, em alguns momentos falavam palavras desconexas. Ele nunca foi assim. No trabalho foi pior, chegou a subir em cima da mesa de refeitório. A pessoa responsável pelo Recursos Humanos decidiu por afastá-lo.

Seus pais decidiram passar em uma psiquiatra: segundo ela, a mudança toda deu um gatilho psicótico. O cenário era o seguinte, explicava a Doutora somente aos pais: “se ele reincidir em surto, pode ser esquizofrênico. Se ele nunca mais voltar a ter um surto-psicótico como teve, apenas surtou. Se após vários surtos ele passar 2 anos sem medicação e sem surtos, foi um momento.

A pior hipótese é os surtos continuarem e com o passar dos anos a tendência é demência, pois Esquizofrenia é uma doença degenerativa, difícil ele voltar ao que era antes. Acredito no meio termo, que mais acomete os pacientes: eles se estabilizam com surtos moderados e leves, tomando a medicação constante. O único e pior detalhe é o suicídio, pessoas com transtorno mental tem 15% a mais de atentar contra própria vida.

Tudo isso falado, parece que estou ofendendo seu filho, em hipótese alguma, é muito pouco falado sobre psiquiatria. Quando falam, distorcem em diversos casos. Com o tempo e muita cautela, tudo dará certo. Não o tratem diferente hoje e nem amanhã, seja qual diagnóstico for. Um laudo diagnóstico na psiquiatria costuma ser concluído parcialmente entre 5 e 10 anos. Por isso, tenhamos calma”

Ruan era esquizofrênico, o desencadeamento veio aos 16 anos. Na literatura médica psiquiátrica entre 16 e 21 anos, são idades de recorrência. Como o caso dele era alienação total, teve seus direitos financeiros cobertos. Viveu com seus pais, até a morte deles, depois aos 55 anos, sob tutela de sua tia, aos 56 faleceu. Outro dado, a expectativa de vida é menor.

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Imagem de Grae Dickason por Pixabay

Nota do Autor:

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Escritor, desenhista, fotógrafo/ curtas-metragens amador e criador de conteúdo. Mantenho blogs em airfeliperp.medium.com (inglês) este em português, onde exploro saúde mental, arte e outras histórias curtas. IG @ airfeliperp / YT @ AirCurtas

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