Soneto Ato 1 — Levantar-se

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Na descida, a serra e neblina
visto com calma, ouvido tampado.
Troca a atmosfera, quem somos?
Volta sonolento, ouvi o mar!

Veja o quão lentos estamos
ora tempo, ora quantidade.
Local na palma da mão, no bolso
a insistência de ler o mesmo livro.

Uma idosa faleceu sem visitar o mar.
Seus filhos também morreram sem visitar o mar.
Quantos sonhos em troca? Eles nunca desejaram.

Chaplin, já anunciava metas irônicas do capitalismo.
Os celulares nos deixaram rápidos ou lentos?
Quem aqui realmente deseja visitar o mar?

Imagem de OpenClipart-Vectors por Pixabay

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