Soneto Ato 1 – Levantar-se

Na descida, a serra e neblina
visto com calma, ouvido tampado.
Troca a atmosfera, quem somos?
Volta sonolento, ouvi o mar!

Veja o quão lentos estamos
ora tempo, ora quantidade.
Local na palma da mão, no bolso
a insistência de ler o mesmo livro.

Uma idosa faleceu sem visitar o mar.
Seus filhos também morreram sem visitar o mar.
Quantos sonhos em troca? Eles nunca desejaram.

Chaplin, já anunciava metas irônicas do capitalismo.
Os celulares nos deixaram rápidos ou lentos?
Quem aqui realmente deseja visitar o mar?

Imagem de OpenClipart-Vectors por Pixabay

Nota do Autor:

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Escritor, desenhista, fotógrafo/ curtas-metragens amador e criador de conteúdo. Mantenho blogs em airfeliperp.medium.com (inglês) este em português, onde exploro saúde mental, arte e outras histórias curtas. IG @ airfeliperp / YT @ AirCurtas

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